Expert em segurança pública e contraterrorismo avalia possibilidade de ataques terroristas durante a Copa do Mundo 2026
Vai começar a Copa do Mundo de 2026, o maior espetáculo esportivo do mundo. Uma competição que atrai bilhões de pessoas pelo mundo afora e que será realizada em três países pela primeira vez: Canadá, Estados Unidos e México.
E essa edição será a maior de todas, com 48 seleções, de cinco continentes, com vários idiomas, posicionamentos políticos, sociais, econômicos e religiosos.
De acordo com o Professor Ricardo Gennari especialista em segurança pública e contraterrorismo, o mundo, neste momento, vive guerras e conflitos como Rússia X Ucrânia e Irã X Estados Unidos/Israel.
“Conflitos irregulares de grupos terroristas como hezbollah, patrocinado pelo Irã, hamas e boko haram, que lutam contra o Ocidente em especial contra Estados Unidos e Israel. E dois, destes países citados estão diretamente envolvidos na competição”, comenta Gennari.
Bilhões de dólares estão sendo investidos na Copa do Mundo, com vistas em resultados e lucros. Mas, um questionamento se faz: como os governos e as empresas tratarão as ameaças como o terrorismo em possíveis conflitos em sedes?
“Há possibilidade de um ataque de um lobo solitário ou mesmo um atentado de algum grupo terrorista adormecido? Primeiro isso pode causar terror e gerar medo na sociedade, no Estado e nos negócios”, avalia.
Segundo Gennari, não devemos esquecer que um ataque terrorista tem como objetivos atingir o Estado e sua sociedade, através da intimidação, violência e medo gerado, por motivações políticas, religiosas, financeiras e até mesmo geopolíticas.
As medidas e os protocolos de segurança serão severos dentro dos Estados Unidos por questões de segurança e para quem estiver na imigração para evitar ataques terroristas. “Os Estados Unidos estão em confronto com o Irã, o que aumenta o risco de um possível ataque dentro do solo estadunidense, de células adormecidas e infiltradas, lobo solitário e até mesmo um ataque de alguma organização terrorista. Por isso será intensa a fiscalização nas fronteiras e de imigração e os turistas. A FIFA terá que ter paciência e a segurança dos Estados Unidos estão em primeiro lugar”, destaca Gennari.
Vale lembrar que o maior atentando terrorista contra o Ocidente foi nos Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, e levou o país e o mundo a um choque só vistos em guerras, gerando terror, medo e prejuízos financeiros. Só em Nova Iorque perdeu-se aproximadamente US$ 105 bilhões de dólares em negócios, receitas e impostos de US$ 1,6 bilhões de dólares e perda de taxas/impostos e desemprego.
Depois dos atentados nos Estados Unidos, tanto os países como as
empresas buscaram soluções para proteção dos seus países e dos negócios.
“Agências de inteligência, como CIA, MI6, Mossad, trabalham no sentido de neutralizar e mitigar possíveis atentados terroristas. Já as empresas buscam as vantagens competitivas e a proteção dos seus negócios através da gestão de crise e compliance, na prevenção e detecção de possíveis ameaças que possam levar prejuízo. Qual será o impacto de um possível ataque terrorista para uma empresa que patrocina um evento destes?”, indaga Gennari.
A projeção do resultado financeiro da FIFA é de US$ 13 bilhões de
dólares, um aumento de 70% referente à última Copa de 2022. (Fonte: Invest News – 08/06/2026).
“Pode não acontecer nada na Copa, mas pode acontecer tudo também. Sendo assim, os países e as empresas precisam estar preparados nos processos de proteção, segurança orgânica, segurança da informação, “ciber security”, segurança de materiais e documentos, e mais o que for necessário para neutralizar e mitigar possíveis ameaças”, completa o expert.
Ricardo Gennari
Mestrado Profissional em Políticas Públicas – Fundação Getúlio Vargas
Gestão de Políticas Públicas; Especialização em Gestão de Segurança Pública na Polícia Militar do Estado de São Paulo – CAES – Centro de Altos Estudos de Segurança; FAVENI – Instituto de Educação Século XXI.
História da Guerra; School of Business Administration – University of Miami; Logistics and Transportation