Professor de segurança pública e contraterrorismo adverte que os Estados Unidos podem prender cidadãos e fechar empresas brasileiras pelo mundo

 

“O Brasil precisa se preparar para proteger cidadãos e empresas brasileiras”

O governo dos Estados Unidos acaba de sancionar dois cidadãos brasileiros e três empresas brasileiras sob suspeita de envolvimento com organizações criminosas. É a primeira sanção utilizando a nova lei de terrorismo contra organizações criminosas.
Depois de classificar as organizações criminosas no Brasil como organizações terroristas, os estadunidenses monitoram e vigiam pessoas e empresas por meio de ferramentas de inteligência e fiscalização no comércio, indústria e no mercado financeiro.

Com isso, o governo brasileiro vê com muita preocupação as possíveis implicações da legislação norte-americana sobre o Brasil. Pode haver uma quebra de soberania pelo governo americano sobre o Brasil?

De acordo com o professor Ricardo Gennari, especialista em segurança pública e contraterrorismo, ainda é cedo para analisar os possíveis impactos para o país, mas a lei permite a fiscalização em qualquer parte do mundo.
“A lei é bem explícita quanto ao apoio e recursos para as empresas ligadas às organizações criminosas como bloqueio de ativos de recursos ligados ao crime organizado, além de permitir aos Estados Unidos uma investigação de qualquer cidadão brasileiro e empresas em qualquer parte do mundo.”, reitera Gennari.

Para ele, são muito vagas as regras dos Estados Unidos sobre a legislação contra organizações criminosas, “o que sabemos que a lei é unilateral e os Estados Unidos poderão prender cidadãos brasileiros e até fechar empresas brasileiras pelo mundo. O país já fechou empresas e bancos no México e na Venezuela. O Brasil precisa se preparar para proteger cidadãos e empresas brasileiras”, conclui.

 

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