Estimulação cerebral com luz led infravermelha avança e pode beneficiar milhões de pessoas com alterações cognitivas

Mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Tecnologia portátil com luz led infravermelha surge como aliado na memória, atenção e reabilitação neurológica
O avanço de soluções não invasivas tem ampliado as possibilidades de cuidado em neurologia e saúde mental. Entre elas, a estimulação cerebral por luz led infravermelha realizada por meio de uma tecnologia portátil (capacete e boné) ganha espaço como recurso complementar em diferentes abordagens terapêuticas.
O tema ganha relevância diante do cenário global: mais de 55 milhões de pessoas vivem com algum tipo de demência no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), número que deve crescer progressivamente com o envelhecimento da população. Além disso, milhões de pessoas enfrentam queixas de memória, atenção e desempenho cognitivo ao longo da vida, muitas vezes associadas ao estresse, sobrecarga mental e ao próprio processo de envelhecimento.
O capacete de luz led infravermelha utiliza comprimentos de onda específicos aplicados diretamente no couro cabeludo com o objetivo de atingir estruturas cerebrais e estimular a atividade celular. A luz atua nas mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia e favorece o metabolismo neuronal, melhora a circulação sanguínea cerebral e contribui para a redução de processos inflamatórios.
  
Na prática, o uso da tecnologia se associa a diferentes contextos clínicos. Entre os principais, destacam-se:
1. Déficits de memória e comprometimento cognitivo
Pode auxiliar na melhora da memória, atenção e processamento de informações, especialmente em casos de declínio cognitivo leve e envelhecimento cerebral;
2. Transtornos emocionais e de atenção
A tecnologia pode contribuir como suporte em quadros de ansiedade, depressão e TDAH, ajudando na regulação da atividade cerebral e na melhora do foco;
3. Reabilitação neurológica
Tem sido utilizada como apoio em processos de recuperação após lesões cerebrais, como AVC e traumatismos, contribuindo para a neuroplasticidade e recuperação funcional.
“Outro ponto relevante é o caráter não invasivo do método, que não envolve medicação nem procedimentos cirúrgicos, o que amplia sua aceitação e possibilidade de integração a diferentes linhas de cuidado. O boné ou o capacete de luz led infravermelha devem ser utilizados como complemento, e não substituição, aos tratamentos convencionais, sempre dentro de uma abordagem multidisciplinar”, comenta o médico angiologista e vascular Dr. Álvaro Pereira.
No mercado há algumas opções, entre elas está o Infrallux e o Neurollux, que são indicados por especialistas. “Isso reflete uma mudança importante no cuidado neurológico, cada vez mais orientado por inovação, prevenção e qualidade de vida”, conclui o médico.
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