Brasileira compõe o primeiro hino à missão Artemis II da NASA e emociona Christina Koch, astronauta da missão, e público dos EUA
Uma obra nascida no coração do Brasil atravessou fronteiras e alcançou o imaginário espacial de dois continentes. A compositora brasileira Suziene Cavalcante é autora do que vem sendo reconhecido nas redes como o primeiro hino dedicado à missão Artemis II, a histórica jornada tripulada que levou astronautas novamente às imediações da Lua após mais de meio século.
Intitulado “Hino à Artemis II Missão Espacial”, com letra e música próprias, o trabalho foi concebido em português e inglês — gesto artístico que ampliou o alcance da obra e permitiu que o público brasileiro e norte-americano se conectasse, simultaneamente, à mesma emoção: a expectativa humana diante do retorno às grandes travessias do espaço profundo.
Christina Koch, astronauta da Ártemis II, curtiu o Hino à Ártemis II no próprio Instagram da poeta brasileira Suziene Cavalcante, enviando no Direct os melhores elogios.
A missão Artemis II, conduzida pela NASA, marca um novo capítulo na exploração espacial ao levar uma tripulação em voo ao redor da Lua, reacendendo a chama histórica acesa no programa Apollo. Inspirada por esse simbolismo, Suziene transformou dados técnicos, nomes e feitos científicos em poesia musical, elevando a missão ao campo da arte e da sensibilidade humana.
Segundo relatos de engajamento nas redes sociais, a publicação do hino provocou repercussão amplamente positiva. Brasileiros celebraram o feito artístico e o orgulho nacional. Norte-americanos se surpreenderam com a homenagem vinda de outro país à sua missão espacial. Comentários destacaram a força lírica da composição, a beleza da melodia e a capacidade do hino de traduzir, em música, o significado histórico da jornada.
Mais do que uma canção, o hino tornou-se uma ponte cultural entre nações unidas pela admiração ao conhecimento, à ciência e ao espírito explorador da humanidade.
“Não é apenas sobre foguetes e tecnologia. É sobre o ser humano olhando novamente para a Lua com esperança”, descreve a autora.
A obra de Suziene insere o Brasil, pela via da arte, no contexto simbólico de uma das missões mais aguardadas do século XXI. Em tempos em que a ciência volta a apontar para o espaço profundo, a música cumpre seu papel milenar: dar alma às conquistas humanas.
Com esse hino, Suziene Cavalcante não apenas homenageia a Artemis II — ela imortaliza em versos e acordes o momento em que a humanidade volta a sonhar alto.
Confira o Hino:
https://youtu.be/bzjzDhUNtWc?si=j0BgadzQcZks-nOJ
https://youtu.be/w8LOMlRhv34?si=cDwsxN1pvey4Uu3m
HINO À ÁRTEMIS II MISSÃO ESPACIAL NASA
(*) Suziene Cavalcante
Das fornalhas do Space Launch System ergue-se um cântico de fogo… E a Orion torna-se verbo lançado ao infinito formoso!
Ali vão quatro destinos humanos, em magnânimas desbravações…
Quatro nomes que a História pronunciará como constelações.
Entre a sombra azul da Terra e o lume prateado da Lua,
Quatro corações o Planeta levam, farão do infinito a bela rua!
Sobre o dorso de fogo do Space Launch System, sobe o espírito humano em forma de nave…
E a Orium rasga o véu da atmosfera, como flecha luminosa apontada para a eternidade.
Agora a coragem não veste bandeiras, veste humanidade… E cada órbita desenhada no escuro é um verso novo da nossa imortalidade!
Onde a ciência se ajoelha diante do mistério e, ainda assim, ousa avançar…
Ó lua, guardiã dos silêncios eternos…
Espelho noturno do nosso olhar!
Ó astronautas, filhos da Terra, e peregrinos do infinito!
Na cápsula, pulsa o coração de todos os vivos…
Vós vistes o Eterno no Espaço profundo!
E o ser humano a louvar o Eterno… Então, nascemos para dialogar com o Universo, não apenas para habitar o mundo.
Quatro corações levam a Terra indizível…
Reid Wiseman, firme no comando do impossível!
Victor Glover, guiando o amanhã com mãos serenas…
Christina Koch, a história ouve a voz feminina plena!
Jeremy Hansen, a ciência e Jesus no Cosmo…
Abraçam a Lua com os olhos…
E voltam trazendo nos trajes benditos…
O pó invisível do infinito!
A NASA reacende a trilha das estrelas…
No firmamento, baila a sua bandeira!
Pois a Lua já não pertence a uma nacionalidade…
Mas ao destino coletivo da humanidade!
Ó Ártemis, deusa do limiar e da travessia…
Teu nome agora é nave, é chama, é retorno, é poesia!
Tua missão não é só chegar ou subir…
É provar que ainda sabemos partir!
E quando a cápsula novamente os mares da Terra toca…
Não trará apenas astronautas de volta…
Mas a antiga e esquecida certeza que centelha…
Que nascemos pra olhar pro céu e responder ao chamado das estrelas!