“Império a Vapor” ganha nova edição pela Encantos da Kaly e é relançado na Bienal de São Paulo

 

Criado pelo escritor americanense Diego Baptista, “Império a Vapor: Aisengott” mistura investigação, conspirações e disputas políticas em um universo steampunk e iniciou uma nova fase editorial durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Dois anos depois de chegar pela primeira vez às livrarias, Império a Vapor: Aisengott, do escritor Diego Baptista, ganhou uma nova etapa em sua trajetória. Originalmente lançado em 2024, o romance foi relançado em 2026 pela Editora e Livraria Encantos da Kaly durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra integrou o acervo da Encantos da Kaly na Travessa Literária nº 36 durante o evento e esteve entre os títulos apresentados pela editora ao público. Diego também participou da programação de sessões de autógrafos no último fim de semana da Bienal, consolidando o relançamento diante dos leitores.

A mudança para a Encantos da Kaly marca, assim, uma nova fase para uma história que nasceu da paixão de seu autor pela literatura fantástica e apresenta aos leitores um mundo próprio, construído a partir da estética e das possibilidades do steampunk.

De Americana para a Bienal de São Paulo

Diego Baptista nasceu em Americana, no interior de São Paulo, em dezembro de 1984. Formado em Gestão Empresarial pela Fatec de Americana e pós-graduado em Gestão de Projetos pela PUC-RS, atuou profissionalmente nas áreas administrativa e de gestão de pessoas, além de trabalhar com cursos, treinamentos e produção de material didático.

A relação com a ficção começou muito antes da publicação de seu primeiro romance. Ainda na adolescência, Diego se aproximou da literatura e dos universos fantásticos apresentados pelos livros. Dessa experiência surgiu o desejo de construir uma história própria — projeto que, anos mais tarde, se transformaria em Império a Vapor: Aisengott.

A primeira edição da obra foi publicada em junho de 2024. Naquele momento, o livro chegou ao mercado pela Editora Viseu, com 392 páginas. Dois anos depois, a mudança para a Editora e Livraria Encantos da Kaly abriu uma nova etapa para o título.

A apresentação dessa nova fase aconteceu justamente na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada entre 4 e 13 de setembro de 2026.

Antes do evento, a participação de Diego já havia chamado atenção em sua cidade natal: a imprensa regional destacou o escritor como representante de Americana na Bienal e anunciou que o evento receberia o relançamento oficial de Império a Vapor, então sob a nova casa editorial.

Na Bienal, o título integrou o catálogo de venda contínua da Encantos da Kaly na Travessa Literária nº 36, espaço utilizado pela editora para reunir autores, obras de seu catálogo e projetos parceiros.

Diego Baptista também esteve pessoalmente no espaço. Sua sessão de autógrafos foi programada para 12 de setembro, das 20h às 21h, colocando autor e leitores frente a frente durante o evento que marcou a nova etapa de Aisengott.

Para a Encantos da Kaly, a presença da obra na Bienal também reforçou uma das propostas de sua participação no evento: utilizar a Travessa Literária como vitrine para diferentes vozes da literatura nacional contemporânea, incluindo autores independentes e títulos em novas fases editoriais.

Para Diego, significou retornar a uma história iniciada anos antes com uma nova oportunidade de apresentá-la ao público.

E, para Aisengott, significou colocar novamente suas engrenagens em movimento. Desta vez, em uma nova casa.

Steampunk para construir um novo mundo

A identidade de Império a Vapor está diretamente ligada ao steampunk, vertente da ficção científica caracterizada pela combinação entre tecnologias imaginadas e uma estética inspirada, principalmente, nas máquinas a vapor e na retrotecnologia.

Em Aisengott, entretanto, essa inspiração serve como ponto de partida para a criação de uma sociedade própria. O universo criado por Baptista não se limita às máquinas: política, religião, desigualdade, ambição e desenvolvimento tecnológico fazem parte da estrutura do Império Undro e dos conflitos enfrentados pelos personagens.

A Agva ocupa papel central nessa construção. O mineral fictício permitiu o avanço tecnológico das nações e ajudou a transformar Aisengott no coração do império — ao mesmo tempo em que o progresso proporcionado por ele convive com violência, desaparecimentos, fanatismo e disputas pelo controle político.

A pergunta que atravessa esse universo, portanto, não é apenas até onde a tecnologia pode levar uma sociedade, mas também qual preço pode ser cobrado por esse progresso.

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