Prefeitura de São Paulo firma contrato emergencial para manter operação de ônibus na zona sul

 

A Prefeitura de São Paulo anunciou a assinatura de um contrato emergencial com a empresa Sancetur para assumir, de forma temporária, a operação das 133 linhas de ônibus anteriormente administradas pela Transwolff. A medida tem como objetivo assegurar a continuidade do transporte público na zona sul da capital, atendendo diariamente cerca de 555 mil passageiros.

A Transwolff estava sob intervenção do poder público desde abril do ano passado, após se tornar alvo de investigações que apuram suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa. Diante do impasse jurídico e da necessidade de garantir o funcionamento do sistema de transporte, a administração municipal optou por uma solução emergencial para evitar prejuízos à população.

Segundo a Prefeitura, a Sancetur iniciará uma fase de operação assistida, acompanhada de perto pelos órgãos municipais responsáveis pela mobilidade urbana. O modelo prevê uma transição controlada, com foco na manutenção da qualidade do serviço, no cumprimento dos horários e na preservação da frota em circulação. A gestão municipal afirmou que não haverá interrupção nas linhas atualmente em funcionamento.

Um dos principais pontos destacados pela Prefeitura é a preservação dos empregos. Todos os trabalhadores envolvidos na operação das linhas serão mantidos, com garantia do pagamento de salários, benefícios e demais direitos trabalhistas. Além disso, os compromissos financeiros assumidos com fornecedores e prestadores de serviço continuarão sendo honrados durante o período de vigência do contrato emergencial.

O cenário jurídico envolvendo a Transwolff ainda é complexo. Em dezembro, uma decisão judicial suspendeu, de forma liminar, o decreto de caducidade que havia rompido os contratos entre a Prefeitura e a concessionária. Essa decisão reacendeu o debate sobre os limites da intervenção pública e a necessidade de soluções que conciliem segurança jurídica, continuidade dos serviços essenciais e interesse público.

Especialistas em mobilidade urbana avaliam que contratos emergenciais são instrumentos legítimos em situações de risco à prestação de serviços, mas alertam para a importância de transparência, fiscalização rigorosa e planejamento de longo prazo. A operação assistida, segundo eles, deve servir não apenas como resposta imediata à crise, mas também como oportunidade para reavaliar modelos de concessão e fortalecer mecanismos de controle.

A Prefeitura informou que continuará acompanhando de perto tanto o andamento das investigações quanto o desempenho da nova operadora. O objetivo, de acordo com a administração municipal, é garantir um sistema de transporte público estável, seguro e eficiente, enquanto se busca uma solução definitiva para a concessão das linhas afetadas.

Para os usuários, a orientação é que acompanhem os comunicados oficiais e sigam utilizando normalmente as linhas, uma vez que não estão previstas alterações imediatas nos itinerários ou na oferta de veículos. A promessa do poder público é de que a transição ocorra de forma gradual e sem impactos negativos para quem depende diariamente do transporte coletivo na zona sul da cidade.

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