Ricardo Dunder ganha destaque na maior Bienal do Livro de São Paulo
Duologia formada por “A Predestinada dos Catatais” e “A Convergência dos Reinos”, publicada pela Editora e Livraria Encantos da Kaly, esteve entre os títulos levados pela casa editorial à edição histórica da Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Da conquista de um prêmio literário ao encontro com milhares de leitores no maior evento da história da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, 2026 marcou um novo capítulo na trajetória literária do escritor Ricardo Dunder. Autor de A Predestinada dos Catatais e A Convergência dos Reinos, Dunder levou o universo fantástico do Firmamundo à 28a edição do evento, realizada entre 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Os dois títulos integraram o acervo da Editora e Livraria Encantos da Kaly na Travessa Literária, espaço em que a editora reuniu obras de seu catálogo e aproximou escritores independentes do público da Bienal. A presença aconteceu poucos meses depois de Dunder ser reconhecido no Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento de 2026 como vencedor na categoria Livro do Ano.
A passagem pela Bienal ganhou dimensão especial em uma edição histórica. Segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), 760 mil pessoas passaram pelo evento durante os dez dias de programação, superando os 722 mil visitantes registrados em 2024. A organização classificou a edição de 2026 como a maior da história da Bienal de São Paulo.
Do prêmio às estantes da Bienal
A trajetória recente da saga já vinha sendo acompanhada por outros marcos. Em 2025, a campanha de pré-venda de A Predestinada dos Catatais superou a meta estabelecida em financiamento coletivo, arrecadando R$ 10.240,24 com o apoio de 60 pessoas.
Na história, os leitores conhecem Catatânia, reino protegido por grandes muralhas que vê sua estabilidade ruir após o desaparecimento de uma princesa. Em meio à crise política e ao despertar de antigas ameaças, personagens improváveis assumem a responsabilidade de proteger seu povo. Humor, aventura, intrigas e elementos da cultura geek integram a construção do universo criado por Dunder.
A Convergência dos Reinos dá continuidade e encerra a Saga da Predestinada. O segundo volume amplia o conflito para além de Catatânia e apresenta um continente em guerra, antigos aliados em lados opostos e personagens obrigados a enfrentar as consequências dos acontecimentos iniciados no primeiro livro.
A própria Bienal Internacional do Livro de São Paulo incluiu A Convergência dos Reinos entre os produtos apresentados pela Encantos da Kaly durante a edição de 2026.

Um universo que nasceu de uma história contada em família
Antes de chegar às páginas impressas, premiações e grandes eventos literários, o Firmamundo teve uma origem mais íntima.
Ricardo Dunder conta que A Predestinada dos Catatais começou como uma história criada para entreter suas sobrinhas. Os personagens e lugares foram ganhando forma enquanto ele narrava as aventuras em voz alta. O interesse das crianças fez com que aquela brincadeira familiar começasse a se transformar em um universo ficcional próprio.
Além da literatura, Dunder é biólogo, formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com mestrado e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e atua na área de Saúde Pública no município de São Paulo. Também escreve contos ambientados no Firmamundo e é cofundador do podcast Taverna dos Bruxos, dedicado à fantasia e à cultura pop.
Para o escritor, chegar à Bienal depois de transformar aquele universo em livros e conquistar reconhecimento literário tornou a participação especialmente significativa. Dunder relata a felicidade com a recepção da duologia e descreve a sequência de publicar a obra, receber uma premiação e apresentá-la em um evento da dimensão da Bienal como a realização de um sonho.
Literatura independente em uma Bienal histórica
A participação também integrou a estratégia da Editora e Livraria Encantos da Kaly para ampliar o espaço dedicado à literatura independente dentro de grandes eventos do mercado editorial.
Instalada na Travessa Literária no 36, a editora levou à Bienal títulos de venda contínua e uma programação de sessões de autógrafos, reunindo diferentes autores e gêneros de seu catálogo. A Predestinada dos Catatais e A Convergência dos Reinos estiveram entre as obras disponíveis ao público durante o evento.
O movimento aconteceu em um ano de expansão não apenas de público, mas também de resultados comerciais para o setor. De acordo com pesquisa da organização com os expositores, a Bienal de 2026 registrou crescimento de 57% na média diária de faturamento em comparação com a edição de 2024.
Para a trajetória de Ricardo Dunder e do Firmamundo, a passagem pela maior edição já realizada da Bienal acrescenta mais um marco a uma história que saiu das narrativas contadas em família, chegou à publicação independente, conquistou reconhecimento no Prêmio Laurel Verbum e encontrou novos leitores em um dos principais palcos da literatura brasileira.
