Polícia da Espanha investiga série de partos de brasileiras após hospital identificar padrão entre gestantes

A Polícia Nacional da Espanha abriu uma investigação para apurar uma série de partos de brasileiras registrados no Hospital Universitário de Burgos (HUBU), após a unidade de saúde identificar um padrão recorrente entre as pacientes atendidas. Segundo as informações divulgadas pela imprensa espanhola, cerca de 30 casos estão sendo analisados.

O alerta surgiu depois que profissionais do hospital perceberam semelhanças nos dados informados pelas gestantes durante o atendimento. De acordo com o levantamento, muitas delas declaravam residir em um dos mesmos dois endereços localizados na região de Las Merindades, nas cidades de Medina de Pomar e Villarcayo.

As pacientes, em sua maioria, chegavam à Espanha nas últimas semanas de gestação, entre a 38ª e a 40ª semana, procurando atendimento para uma consulta final ou já em trabalho de parto. Em um dos primeiros casos registrados, uma brasileira informou que havia realizado todo o acompanhamento pré-natal na Bélgica antes de viajar para Burgos para o nascimento do bebê.

Inicialmente, o caso foi tratado como uma situação isolada. No entanto, com o passar das semanas, os profissionais da unidade perceberam que o perfil das pacientes se repetia com frequência, chamando a atenção da equipe médica e administrativa.

Um dos episódios que despertou maior preocupação ocorreu quando três brasileiras com características semelhantes deram entrada praticamente ao mesmo tempo em trabalho de parto. A repetição das informações fornecidas pelas pacientes reforçou a suspeita de que poderia existir algum tipo de organização por trás das viagens.

Outro elemento considerado relevante foi o fato de algumas das gestantes chegarem ao hospital acompanhadas pelo mesmo homem. Embora as autoridades não tenham divulgado detalhes sobre sua identidade ou eventual participação nos fatos investigados, essa coincidência passou a integrar a apuração conduzida pela Polícia Nacional.

Diante do conjunto de circunstâncias observadas, o Hospital Universitário de Burgos comunicou oficialmente o caso às autoridades policiais para que fossem realizadas as verificações necessárias. O objetivo é esclarecer se existe alguma rede organizada ou qualquer irregularidade relacionada aos deslocamentos das gestantes até a Espanha.

Fontes do hospital ressaltaram que a instituição tem a obrigação legal de prestar atendimento médico a qualquer paciente, independentemente de sua nacionalidade, origem ou local de residência. Assim, o atendimento às brasileiras ocorreu normalmente, seguindo os protocolos do sistema de saúde espanhol.

Um levantamento interno citado pela imprensa local aponta que, entre junho e julho, foram registrados entre 15 e 18 atendimentos com características semelhantes. Somados aos casos ocorridos durante o mês de maio, o total chega a aproximadamente 30 partos que agora fazem parte da investigação.

Até o momento, a Polícia Nacional da Espanha não divulgou conclusões sobre o caso nem informou se houve identificação de irregularidades ou responsabilização de pessoas envolvidas. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias que levaram ao registro do padrão observado pelo hospital.

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