Fiesp manifesta preocupação com proposta que pode alterar escala de trabalho 6×1 no Brasil
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota oficial manifestando preocupação com o avanço do debate sobre o possível fim da escala de trabalho 6×1 no país. O tema passou a ganhar força no Congresso Nacional, onde tramita uma proposta de emenda constitucional que discute mudanças na jornada semanal de trabalho e pode alterar significativamente a organização das atividades produtivas em diversos setores da economia.
A discussão ganhou novo impulso após declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que indicou a votação da proposta como uma das prioridades legislativas. O texto foi encaminhado para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, etapa inicial do processo legislativo, e deverá seguir para outras fases de tramitação antes de eventual votação em plenário.
Na nota, a Fiesp afirma que tem mantido diálogo com representantes de trabalhadores e de diferentes setores produtivos, mas ressalta preocupação com a forma como o debate vem sendo conduzido. Segundo a entidade, qualquer mudança nas regras da jornada de trabalho deve preservar o princípio das negociações coletivas entre empresas e empregados, mecanismo previsto na legislação e considerado essencial para acomodar as especificidades de cada segmento econômico.
O presidente da federação, Paulo Skaf, afirmou no comunicado que a definição da jornada por meio de norma constitucional, sem considerar particularidades regionais e setoriais, pode reduzir a autonomia de trabalhadores e empregadores para estabelecer acordos adaptados à realidade de cada atividade. A entidade sustenta que a diversidade do mercado de trabalho brasileiro exige soluções flexíveis e negociadas, em vez de regras uniformes aplicadas indistintamente.
Outro ponto destacado pela Fiesp diz respeito aos possíveis impactos econômicos da mudança. A federação argumenta que uma transição para novas jornadas de trabalho, sem o correspondente aumento de produtividade ou redução de custos estruturais da economia brasileira, poderia gerar pressões inflacionárias e perda de competitividade para empresas nacionais. Na avaliação da entidade, pequenas e médias empresas seriam as mais afetadas, uma vez que possuem menor capacidade de absorver custos adicionais relacionados à reorganização de turnos e contratações.
A nota também alerta para o risco de efeitos indiretos no mercado de trabalho, como retração econômica, fechamento de vagas formais e expansão da informalidade, cenário que, segundo a federação, contraria o objetivo de políticas voltadas à ampliação do emprego e à melhoria das condições de trabalho.
Apesar das preocupações apresentadas pelo setor industrial, a discussão sobre a jornada 6×1 segue avançando no ambiente político. A proposta tem sido tratada como um dos temas prioritários da agenda legislativa e faz parte de um conjunto de debates sobre atualização das regras trabalhistas e reorganização das relações de trabalho no país. A expectativa é que as próximas etapas de análise no Congresso ampliem a participação de representantes de trabalhadores, empresários e especialistas, consolidando um debate que envolve impactos sociais, econômicos e produtivos de grande alcance.
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